segunda-feira, 22 de novembro de 2010

15:25:18, Segunda-Feira, 22-11-2010

Perante uma janela colorida onde posso ver o mundo sem sair do meu lugar, escrevo código. Para quê? Para nada, porque é algo que me está a ser induzido e não alguma coisa que me estão a ensinar. Código... E se as nossas vidas também fossem como o código? Criar uma variável para realizar uma acção desejada, andar num estado de hibernação, e fazer um código para nos fazer ''play'' para acordarmos para a vida. Seria melhor? Alterarmos o código de algumas coisas que não gostamos, ou mesmo elimina-las? Se calhar o código nem seria assim tão aborrecido, divagando entre os meus colegas apenas concentrados em que um misero som reproduza quando se carrega num "botão"... Grande gafe diz o professor, enquanto todas essas acções me rodeiam e rodopiam numa aura emocional que me é invisível mas que me separa da inutilidade a que me sujeito todas as segunda-feiras, e continuo a divagar. Fala-se em Messenger's e Facebook's, mais algumas das infinitas aplicações apelativas, mas reversamente inúteis. São 15:34 e não vejo a hora de fazer um intervalo, a  aura emocional que me é invisível, tornou-se agora visível. Os olhos pesam, a cabeça ecoa e as mãos parecem tijolos na mesa, sinto-me como um livro aberto virado para baixo ou como um prego que se prega ao contrário. Por momentos sinto-me só nesta sala, como me sinto a mais nesta escola. Design Multimédia está a ter um impacto diferente do que pensava ter...

Agora, o computador ganha a forma de uma revista pornográfica, por mais que não a queiramos ver, temos sempre de lá ir dar uma espreitadela...


...desabafo.

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