quinta-feira, 25 de novembro de 2010

06:34:25

Longa noite, entre caras e bocas, de corpo até aos pés, assim acabei a suposta "animação pedida pelo Tiago Borges para a semana passada, ou a passada a essa. Depressa e bem não há quem, já se dizia. Então na minha mini maratona de 7 horas em frente ao ecrã os olhos deram o sei ultimo sinal de vidas mas os dedos acompanham-me numa ultima investida pensativa, porque afinal hoje, foi o meu primeiro dia de trabalho desde que começou o segundo terço da minha formação. E porque escrevo? Não sei o porque e a vontade é nula mas nutro um sentimento celebre oculto entre médias e grafismos. E agora enfrento o dilema do dia, duas horas de sono ou entretenimento?
Revolta instantânea ao escrever este "texto" porque não pus nenhuma das duas em prática.

Apagou...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Há muito tempo que ansiava conseguir fazer alguma coisa que fosse diferente, que desse nas vistas ou que mostrasse agrado na vista de outras pessoas. Ansiava um sentido de aprovação exterior que me fizesse um bem estar interior. Nunca o consegui facilmente mas continha alguma obsessão por tal. Agora, sinto que estou a chegar a um ponto em que tudo se começa a encaixar, que começo a separar e a catalogar toda a informação que recolho indirecta e directamente do dia-a-dia. Já não sinto necessidade de agradar ao exterior mas sim sentir-me bem como meu trabalho e que me pareça bem, que não gostar, azar, dou a mais que justa oportunidade de criticar o meu trabalho, de forma construtiva, mas nunca irei dar oportunidade de forma destrutiva. Apercebi-me do meu valor, apercebi que consigo receber e compreender a informação que me é superior, apercebi-me que além de ainda ter um longo percurso pela frente como designer, umas das partes mais difíceis no meu caminho está quase a ficar para trás, a parte que está na cabeça, a mentalidade, sim, essa está num bom caminho.
As acções reprimidas e ditas como criancices, as coisas ridículas e sem sentido, tudo o que é abstracto no ser humano, agora, ajuda-me a ser alguém melhor, a trabalhar melhor e sobretudo, a raciocinar melhor! Não me apresso nem sequer corro atrás de nada nem de ninguém. Temos de tirar tudo o que está dentro do saco, lá do fundo da despensa, porque as nossas acções são como um recibo perdido num saco, só sabemos o que comprámos se tivermos a confirmação que o compramos. Palavras tortas e frases sem sentido, é bem provável que seja o que acabei de escrever, mas também as escrevo não para alguém, nem para quê, mas sim porque quero e posso! Este Hugo é assim, há muitos mais por ai, melhores ou piores conforme a opinião de cadaum...

Deixo-me levar pela vida porque não é o sonho que comanda a vida, os vários obstáculos da vida é que nos comandam e dizem os caminhos a seguir, a partir dai arranjamos a melhor maneira de o percorrer.

A vida é como um tomate, demora a crescer, mas só fica bom quando está maduro.


...desabafo.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

15:25:18, Segunda-Feira, 22-11-2010

Perante uma janela colorida onde posso ver o mundo sem sair do meu lugar, escrevo código. Para quê? Para nada, porque é algo que me está a ser induzido e não alguma coisa que me estão a ensinar. Código... E se as nossas vidas também fossem como o código? Criar uma variável para realizar uma acção desejada, andar num estado de hibernação, e fazer um código para nos fazer ''play'' para acordarmos para a vida. Seria melhor? Alterarmos o código de algumas coisas que não gostamos, ou mesmo elimina-las? Se calhar o código nem seria assim tão aborrecido, divagando entre os meus colegas apenas concentrados em que um misero som reproduza quando se carrega num "botão"... Grande gafe diz o professor, enquanto todas essas acções me rodeiam e rodopiam numa aura emocional que me é invisível mas que me separa da inutilidade a que me sujeito todas as segunda-feiras, e continuo a divagar. Fala-se em Messenger's e Facebook's, mais algumas das infinitas aplicações apelativas, mas reversamente inúteis. São 15:34 e não vejo a hora de fazer um intervalo, a  aura emocional que me é invisível, tornou-se agora visível. Os olhos pesam, a cabeça ecoa e as mãos parecem tijolos na mesa, sinto-me como um livro aberto virado para baixo ou como um prego que se prega ao contrário. Por momentos sinto-me só nesta sala, como me sinto a mais nesta escola. Design Multimédia está a ter um impacto diferente do que pensava ter...

Agora, o computador ganha a forma de uma revista pornográfica, por mais que não a queiramos ver, temos sempre de lá ir dar uma espreitadela...


...desabafo.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Um dia em 10 minutos!

Redigindo um texto em dez longos minutos, de nada vale. Duplamente, sentados em cadeiras, colados ao ecrã. Tentando redigir algo falacioso mas que na volta pode ser verdadeiro. Duas cabeças, uma mente, um texto.
Não há caneta, não há tempo sequer, para o pensamento seguinte, é o fluido linear expresso por teclas de plástico. Braços que se transformam numa extensão do pensamento, transmitindo algo sequencial que num dia não se explica, então em dez minutos?
Explica-se mas perde a lógica na linha mais próxima do olhar, logo na próxima linha. Interligando dois conteúdos que numa cabeça perdem a lógica mas que com um pensamento conjunto e mais elaborado adquirem todo o sentido. Conjugando aprendizagens e experiências exteriores, a junção agressiva e psicológica dessas mesmas, interiorizam o comum.  Debaixo da manta da casa nova, está o ainda obscuro e incerto futuro. Olhando o que está próximo, vagueio sobre o que está longe, fixo-me e volto a fixar-me no agora e na lareira que me rodeia. Lareira essa que, involuntariamente, se torna semelhante ao nosso dia-a-dia, "queima" os problemas que nos aparecem, mas o pior, é que as cinzas continuam lá. Estando as teclas em cooperação umas com as outras, vão ardendo lentamente e "queimando" o branco que define cada letra fina. Por serem tão finas perdem-se em dez minutos ou num dia que dez minutos tem. Deixam assim, de ser duas cabeças, uma mente e um texto, transformado-se num texto, uma mente e duas cabeças. Sem conclusão porque nem tudo se pode concluir, inclui em cada mente o pensamento mais irracional e inacessível que um leitor pode obter.

In 3d, Hugo Gomes, Miguel Rosa, 2010